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14 de setembro de 2012

Mim.



Os dias se fecham, as noites se tornam sombrias e obscuras, o desejo além do olhar, as falsas lembranças que mortas trafegam naquelas noites sem sono, o desejo a baixo do querer.
O medo do que vem e a angústia do presente, um dia bom e outro não, as sombras que vi nos meus pesadelos me perseguem e a única coisa que resta, é o amor do que de bom e verdadeiro que sobrou. A raiva do que é real e oculto. O grito que de dentro de você precisa sair, o desespero de uma alma perdida, o tudo que confunde, o ambiente que não lhe deixa bem, o ambiente que lhe enfraquece.
                Você sente todas as coisas de todas as formas mas não consegue descrevê-las ou demonstra-las, segure forte o peito, respire fundo e não se deixe transbordar, é isso que as pessoas querem que você faça, mas eu sei que você tem o seu alto controle, não é muito mas eu sei que tem, tudo vai passar, uma hora ou outra.
                 Uma alma perdida que nunca vai se encontrar.

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