Boa noite meu querido e magnifico diário, estou na aula de
física e acabei de fazer as olimpíadas de matemática, é um saco, eu sei, mas
estava bom, pelo menos por alguns momentos pude ouvir a voz do nada sem ter que
forçar-me para fazer algo que definirá a sua capacidade, sabe, estou cansada de
autocriticas, palhaçadas de palhaços que perderam toda a sua graça, é tão
cansativo querer estar em silêncio e só ouvir zumbidos.
Você nunca sabe quanto tempo tem até que o tempo traça os
destinos da sua vida, e você se pergunta o tempo todo o que é que foi tão errado,
o errado não foi, o errado foi quem traçou a sua vida, com esse frio meus dedos
movem-se de vagar, já cheguei da aula e o teclado do not é gelado e desliza, e
esse é o começo de um inverno em uma cidade gelada como a nossa, aqui as coisas
mudam rapidamente, e você nunca sabe até aonde pode ir.
Você procura por respostas inexistentes, você procura por
curas que só a inteligência bem estudada pode trazer a tona, você procura por
coisas que só o tempo poderá dizer, e enquanto isso? Enquanto isso você tenta
modificar a realidade que o tempo se desvirtua e modifica o bem, são coisas
simples, frágeis e inteligentes que podem mudar nossas rotinas, como um sorriso
que modifica nossos dias, como a fragilidade e doçura de uma menina apaixonada,
como a inteligência de criar robôs que se esquece de aperfeiçoar o sentimento.
Homens? Para que homens se o mundo é tão perfeito do jeito
que é? Se o balanço das folhas das arvores acontecem como um ritmo
sincronizado, para que maquinas se as mãos semeiam frutos? Para que artificialidade
se a nós foi concedido o poder de fazer tudo natural? Não sei, cada vez
gostamos de mais rotinas bestas, de conturbações, para que, se o centro da
nossa atenção está no zumbido dos nossos barulhos? A voz do silencio nos
habilita naturalidade e a voz do mundo nos concede notícias, a voz que habita
dentro de você precisa de um lixo eletrônico, precisa deletar todos aqueles
gritos de sofrimento e intensificar as lágrimas de felicidades, precisa
intensificar todas as coisas que hoje se fazem “distintas”.
Quantas vezes sorriu para algo verdadeiro? Quantas vezes
sorriu e disse que tudo estava sob controle e que você conseguiria consertar o
erro de alguém, algo que você saberia que não conseguiria, quantas vezes depois
disso e longe de tudo você lagrimejou? Não, melhor, você chorou? Desculpe
maquinas, mas há invenções que vocês não podem criar, mas há problemas da
humanidade que vocês não podem consertar e depois trocar por muito dinheiro.
Silencie-se, não se mova, escute, está escutando o mesmo que
eu? A estabilidade da perfeição é a mesma? Reflita, lute, NÃO DESISTA, está
escutando? Eu quero ouvir, se acalme, perdoe-se, está ouvindo agora? Escute é
lindo *-*, você está ouvindo? Ainda não? Concentre-se, ouviu? Sim? Essa é a voz
do silêncio dizendo que você não pode parar.
“Fraco e cansado eu busco acertar, o vento me trouxe sons de
outro lugar, lembranças distantes que me fazem te encontrar, sabe de tudo, não
quero esperar, a minha vida me ajude a cultivar, há sempre uma escolhas, há
sempre um caminho, que as folhas do chão vão me indicar (8)”
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