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8 de junho de 2012

Ouça...



Boa noite meu querido e magnifico diário, estou na aula de física e acabei de fazer as olimpíadas de matemática, é um saco, eu sei, mas estava bom, pelo menos por alguns momentos pude ouvir a voz do nada sem ter que forçar-me para fazer algo que definirá a sua capacidade, sabe, estou cansada de autocriticas, palhaçadas de palhaços que perderam toda a sua graça, é tão cansativo querer estar em silêncio e só ouvir zumbidos.
Você nunca sabe quanto tempo tem até que o tempo traça os destinos da sua vida, e você se pergunta o tempo todo o que é que foi tão errado, o errado não foi, o errado foi quem traçou a sua vida, com esse frio meus dedos movem-se de vagar, já cheguei da aula e o teclado do not é gelado e desliza, e esse é o começo de um inverno em uma cidade gelada como a nossa, aqui as coisas mudam rapidamente, e você nunca sabe até aonde pode ir.
Você procura por respostas inexistentes, você procura por curas que só a inteligência bem estudada pode trazer a tona, você procura por coisas que só o tempo poderá dizer, e enquanto isso? Enquanto isso você tenta modificar a realidade que o tempo se desvirtua e modifica o bem, são coisas simples, frágeis e inteligentes que podem mudar nossas rotinas, como um sorriso que modifica nossos dias, como a fragilidade e doçura de uma menina apaixonada, como a inteligência de criar robôs que se esquece de aperfeiçoar o sentimento.
Homens? Para que homens se o mundo é tão perfeito do jeito que é? Se o balanço das folhas das arvores acontecem como um ritmo sincronizado, para que maquinas se as mãos semeiam frutos? Para que artificialidade se a nós foi concedido o poder de fazer tudo natural? Não sei, cada vez gostamos de mais rotinas bestas, de conturbações, para que, se o centro da nossa atenção está no zumbido dos nossos barulhos? A voz do silencio nos habilita naturalidade e a voz do mundo nos concede notícias, a voz que habita dentro de você precisa de um lixo eletrônico, precisa deletar todos aqueles gritos de sofrimento e intensificar as lágrimas de felicidades, precisa intensificar todas as coisas que hoje se fazem “distintas”.
Quantas vezes sorriu para algo verdadeiro? Quantas vezes sorriu e disse que tudo estava sob controle e que você conseguiria consertar o erro de alguém, algo que você saberia que não conseguiria, quantas vezes depois disso e longe de tudo você lagrimejou? Não, melhor, você chorou? Desculpe maquinas, mas há invenções que vocês não podem criar, mas há problemas da humanidade que vocês não podem consertar e depois trocar por muito dinheiro.
Silencie-se, não se mova, escute, está escutando o mesmo que eu? A estabilidade da perfeição é a mesma? Reflita, lute, NÃO DESISTA, está escutando? Eu quero ouvir, se acalme, perdoe-se, está ouvindo agora? Escute é lindo *-*, você está ouvindo? Ainda não? Concentre-se, ouviu? Sim? Essa é a voz do silêncio dizendo que você não pode parar.
“Fraco e cansado eu busco acertar, o vento me trouxe sons de outro lugar, lembranças distantes que me fazem te encontrar, sabe de tudo, não quero esperar, a minha vida me ajude a cultivar, há sempre uma escolhas, há sempre um caminho, que as folhas do chão vão me indicar (8)”

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