Carlos Barbosa é uma cidade completamente estranha, a cada
quinze minutos aqui o tempo muda, sentimos tanto calor que parece estarmos em
divisão com o sol, o frio é extremamente congelante, todos os anos sofremos
alterações climáticas, por exemplo, hoje quando cheguei da aula o céu estava
preto esfumado e sem estrelas, o clarão dos raios era perfeito, eles tinham o
formato de raízes com traços incríveis.
O diferenciado disso tudo é que, quando cheguei eram 23h00min
e agora são 00h30min, e o que você já sabe nada aconteceu. Mas espere para ver quando acontecer.
As pessoas são exatamente assim, a cada 15 minutos seus
sentidos bipolares mudam, elas te tratavam bem e agora sem um porque
convencional, te ignoram, mas eu tenho um porque, Quando sentimos algo
extremadamente forte que modifique nossa cabeça, um segundo já é muito. E aí
quanto tempo você perdeu por besteira?
Sentimos calor porque o nosso coração ainda não se adaptou
com o frio, sentimos frio porque o calor queimou e absorveu absolutamente todas
as coisas que a chuva fez nascer e crescer. Espere aí, você é obrigado a ser
igual a todos e gostar do que todos gostam? Não, eu gosto de frio, eu prefiro
chuva.
Todos os dias passamos por situações complicadas que
modificam o nosso ser, o nosso estado estrutural emocional. As coisas devem
sempre melhorar, como se você estivesse em um labirinto que você enfrenta todos
os dias procurando uma saída com a graça de estar vivo. Sim, é óbvio que ao
longo do tempo e do caminho você vai sentir falta de todas aquelas situações
complicadas e que mudaram a sua vida, está bem, vou parar de enrolar e vou
direto ao ponto, certas pessoas deixarão plantado no seu peito uma palavra
idiota e sem noção que faz todo sentido, sim é a saudade, é dela que estou me
referindo.
Você pode ser podre ou muito famoso, mas eu tenho certeza
que ambos sentir essa palavrinha aí, e da mesma forma...
Sabe por que escrevo? E para as pessoas que não sabem, todos
esses textos são de minha autoria, nunca pude ficar sem papel e lápis,
perceberam que quando escrevo um assunto puxa o outro? Eu não consigo parar, é incontrolável.
Mas voltando ao assunto, porque eu escrevo? Por que eu
escrevo sobre a vida e não sobre paixões? Pelo simples fato de que todas as
vidas deste mundo são formadas de decisões, e as mesmas serão o reflexo das
minhas paixões, escrevo porque o meu eu necessita do perdão e do acomodo das
palavras, desculpe-me, mas não posso ficar parada esperando um cavalo branco
parar na minha porta.
Não posso ficar calada sabendo que crianças e animais morrem
de fome e crueldade todos os dias, não posso parar enquanto meninas assim como
eu de 15 anos jogam suas vidas fora com romances e baladas, escrevo, pra que?
Isso eu nunca disse mas, essa é a ÚNICA forma das pessoas me ouvirem.
Quando você erra todas as pessoas usam pedras para apedrejá-lo,
mas quando você acerta, ninguém nunca soube valorizá-lo e aplaudi-lo, por isso
escrevo, sei que quando escrevo
histórias o consigo introduzir o leitor dentro dela, consigo fazer ele sentir
tudo, a flor da pele, a primeira pessoa das minhas redações (eu) pode ser você,
pode ser qualquer um, desde que esqueça que essa é a história da minha vida.
Não deixe nada modificar as coisas que você faz bem, e o
tempo de CB não é o único que muda o tempo todo, somos nós que esperamos mais
que perfeição das coisas perfeitas.
CARLOS BARBOSA, 01h30min

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