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30 de maio de 2012

O meu quebra cabeças




Carlos Barbosa é uma cidade completamente estranha, a cada quinze minutos aqui o tempo muda, sentimos tanto calor que parece estarmos em divisão com o sol, o frio é extremamente congelante, todos os anos sofremos alterações climáticas, por exemplo, hoje quando cheguei da aula o céu estava preto esfumado e sem estrelas, o clarão dos raios era perfeito, eles tinham o formato de raízes com traços incríveis.
O diferenciado disso tudo é que, quando cheguei eram 23h00min e agora são 00h30min, e o que você já sabe nada aconteceu.  Mas espere para ver quando acontecer.
As pessoas são exatamente assim, a cada 15 minutos seus sentidos bipolares mudam, elas te tratavam bem e agora sem um porque convencional, te ignoram, mas eu tenho um porque, Quando sentimos algo extremadamente forte que modifique nossa cabeça, um segundo já é muito. E aí quanto tempo você perdeu por besteira?
Sentimos calor porque o nosso coração ainda não se adaptou com o frio, sentimos frio porque o calor queimou e absorveu absolutamente todas as coisas que a chuva fez nascer e crescer. Espere aí, você é obrigado a ser igual a todos e gostar do que todos gostam? Não, eu gosto de frio, eu prefiro chuva.
Todos os dias passamos por situações complicadas que modificam o nosso ser, o nosso estado estrutural emocional. As coisas devem sempre melhorar, como se você estivesse em um labirinto que você enfrenta todos os dias procurando uma saída com a graça de estar vivo. Sim, é óbvio que ao longo do tempo e do caminho você vai sentir falta de todas aquelas situações complicadas e que mudaram a sua vida, está bem, vou parar de enrolar e vou direto ao ponto, certas pessoas deixarão plantado no seu peito uma palavra idiota e sem noção que faz todo sentido, sim é a saudade, é dela que estou me referindo.
Você pode ser podre ou muito famoso, mas eu tenho certeza que ambos sentir essa palavrinha aí, e da mesma forma...
Sabe por que escrevo? E para as pessoas que não sabem, todos esses textos são de minha autoria, nunca pude ficar sem papel e lápis, perceberam que quando escrevo um assunto puxa o outro?  Eu não consigo parar, é incontrolável.
Mas voltando ao assunto, porque eu escrevo? Por que eu escrevo sobre a vida e não sobre paixões? Pelo simples fato de que todas as vidas deste mundo são formadas de decisões, e as mesmas serão o reflexo das minhas paixões, escrevo porque o meu eu necessita do perdão e do acomodo das palavras, desculpe-me, mas não posso ficar parada esperando um cavalo branco parar na minha porta.
Não posso ficar calada sabendo que crianças e animais morrem de fome e crueldade todos os dias, não posso parar enquanto meninas assim como eu de 15 anos jogam suas vidas fora com romances e baladas, escrevo, pra que? Isso eu nunca disse mas, essa é a ÚNICA forma das pessoas me ouvirem.
Quando você erra todas as pessoas usam pedras para apedrejá-lo, mas quando você acerta, ninguém nunca soube valorizá-lo e aplaudi-lo, por isso escrevo,  sei que quando escrevo histórias o consigo introduzir o leitor dentro dela, consigo fazer ele sentir tudo, a flor da pele, a primeira pessoa das minhas redações (eu) pode ser você, pode ser qualquer um, desde que esqueça que essa é a história da minha vida.
Não deixe nada modificar as coisas que você faz bem, e o tempo de CB não é o único que muda o tempo todo, somos nós que esperamos mais que perfeição das coisas perfeitas.

CARLOS BARBOSA, 01h30min 

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